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05/03/2010
Sua empresa já está pronta para o Linux?


Sim, sua empresa deve estar pronta para o Linux, seja para amanhã, ou seja para os próximos três anos, mas porque?

Basta olhar para “esta gente”:

  • Nacionalmente, é crescente a adoção do software livre nas setores de base de nossa economia e setores estratégicos, como Bancos, Escolas, Sistemas governamentais, Tv Digital, Sites Públicos, Call Centers, até o software do Imposto de Renda é feito em plataforma livre.
  • Mundialmente, vemos quase que diariamente medidas da União Européia em processos anti-truste contra as grandes corporações de Softwares Proprietários que desrespeitam cada vez mais os direitos dos utilizadores de sistemas de informática (em lugar de usuário ok), e casos até em que softwares proprietários são proibidos de serem utilizados, como um Browser de Internet na Alemanha, devido à sua intermitente falta de segurança.
  • Ainda é conveniente mencionar que atualmente, mais de 60% dos servidores de internet do mundo, utilizam exclusivamente softwares e sistemas livres para gerenciar o tráfego global de informações.

Market Share for Top Servers Across All Domains August 1995 – September 2008

* Apache, Sun, Google e Lighttpd são consideradas plataformas parcialmente ou totalmente livres
* Fonte: http://news.netcraft.com/archives/2008/09/30/september_2008_web_server_survey.html

Então remodele a pergunta:

Porque minha empresa ainda não está pronta para o Linux?

Resposta:
- Não se ofenda, mas você e sua empresa sofrem do mesmo mau, o comodismo.

Este mau, que infelizmente atinge com mais severidade os utilizadores de computadores, não se repete em outros setores de sua vida, onde o comodismo seria repudiado, por exemplo:

  • Você permanece até hoje no mesmo emprego, ganhando o mesmo salário, só porque sair do emprego e aprender outra coisa dá muito trabalho?
  • Você ainda mora na mesma casa que nasceu, pois dá muito trabalho fazer mudanças?
  • Você se casou com a primeira pessoa que se apaixonou, por achar que daria muito trabalho encontrar outra pessoa?
  • Você compra sempre os mesmos ingredientes no supermercado, pois fazer novas receitas vai dar muito trabalho?
  • No restaurante, você prepara seu prato sempre com os mesmo alimentos, pois ao experimentar outros você pode não gostar do sabor?
  • Você não compraria um modelo novo de carro, só por que seu câmbio não é mais manual, ou não possui mais embreagem, ou não usa mais carburador, por receio de que ele não seja melhor do que os antigos que era acostumado?

Pecebe-se que nesta analogia há um padrão, o padrão da evolução. E porquê afinal quando se trata da melhoria da base tecnológica de sua empresa, e evolução de seus hábitos num computador, a coisa fica diferente?

Compreendendo o Comodismo

Todos nós, fomos gradualmente adestrados nos últimos 30 anos pela indústria comercial de software a sermos dependentes tecnologicamente de alguém, desmotivando-nos no desejo da escolha de algo melhor ou alternativo, fundamentados basicamente na fraca grama de opções existentes no começo da tecnologia moderna.

Mas será que em 30 anos, nada mudou?

Muitas pessoas, assim como você e eu, estamos tendo o privilégio de finalmente presenciar a mudança para um mundo digital muito além dos mesquinhos vírus, pragas e spywares que fazem parte do cotidiano de muitos ainda, nós conseguimos enxergar um novo universo  colaborativo e em constante evolução, o Software Livre, que não compartilha dos mesmos defeitos.

O software livre não é uma questão de gratuidade ou pagamento, seus objetivos são menos comerciais e mais ideológicos, como o de compartilhar a informação de forma que permita o crescimento do coletivo, e não o enriquecimento de uma corporação.

Será que com toda “aquela gente” adotando o padrão de software livre, não chega a hora de se repensar alguns conceitos antiquados sobre Linux e Software Livre?

Criando coragem

Antes de qualquer mudança porém, nossa antropologia nos remete à segurança e confiança no processo. Ter uma primícia de que estamos entrando em algo confiável é indispensável, ainda mais quando se trata de um negócio, e muitas pessoas envolvidas.

Portanto, comece praticar, mudar para o software livre é poder e dever contestar, saber todos os “por ques”.

Quanto tempo um utilizador comum leva para aprender a utilizar o Linux?
R: Comum? Instantaneamente!
Coisas básicas como Internet, e-mail, office, comunicadores, ligar, desligar, acessar programas, abrir e fechar janelas, operações cotidianas, são iguais em qualquer sistema operacional, e não seria justamente diferente no Linux.

E um utilizador técnico de redes, que administra pequenos servidores?
R: Este terá apenas algumas adaptações e relacionamento de conceitos, nada que não possa fazer sozinho ou pesquisando em algumas bases na internet. Em torno de uma semana já conseguirá fazer todos os recursos que possuía em plataformas proprietárias funcionarem da mesma forma na plataforma livre.

É preciso atualizar os equipamentos para receber o Linux?
- Muito pelo contrário, dado à simplicidade, segurança e a organização do sistema, exige bem menos recursos que sistemas proprietários, permitindo que a vida útil dos equipamentos vá  muito além da troca de softwares, você utilizará os computadores até que seus componentes pereçam.

Quanto pago para ter o Linux em cada equipamento?
R: Nada!

Tenho impressoras e outros computadores na rede, vão funcionar?
R: De imediato!
Linux utiliza o protocolo TCP/IP por padrão, assim como outros sistemas, e comunica-se em rede com todos os tipos de sistemas, equipamentos e infra-estruturas.
Esta ação é considerada primária para Linux, ele é comunicativo por natureza!

Tenho alguns programas que só funcionam em plataforma proprietária, vão funcionar no Linux?
R: São raros os programas que não funcionam no Linux, mesmo construídos para outras plataformas, mas é sempre bom testá-los no Linux antes de sair mudando toda sua infra-estrutura. Em último caso, apenas um equipamento pode ser mantido com a plataforma proprietária, servindo via terminal server o recurso desejado às estações com Linux.
Este procedimento é considerado avançado, e deve ser executado por um técnico apto nas duas plataformas.

Programas para Linux são tão bons quanto da plataforma proprietária?
R: A proporção atual estimada é de 10×1, ou seja, para cada aplicação proprietária, existem 10 alternativas livres no mundo Linux, com certeza, algumas delas se aproximará do que precisa, ou como na maioria dos casos, vai superar suas expectativas quanto à qualidade e recursos presentes.

É bem provável que muito em breve, sua empresa comece a receber currículos de profissionais mais ambientalizados em ambientes Linux do que em plataformas proprietárias, dado à grande adoção da plataforma em todos os setores da indústria e economia.

Quebrando paradigmas

*(!= é diferente)
software livre != software perdido, abandonado, solto
open-source != todo mundo entra, faz o que quer, é casa da sogra
não pagar pelo software != é de graça, não ter suporte, se vira
desenvolvedor de software livre != gente que vive de esmolas, pois seu produto é grátis
usar linux != coisa para nerd, difícil

Ser livre não quer dizer abandonado, prova disso é o esforço das antigas empresas de software proprietários adquirindo empresas de software livre para continuarem no jogo, exemplo disso é a recente aquisição da SUN (OpenOffice e Java) e MySQL pela gigante Oracle, com o compromisso de manter os produtos livres.

O fato de não pagar por um software não quer dizer que não terá suporte, muito pelo contrário, as empresas que desenvolvem os produtos livres estão entre as líderes do mercado no ramo de suporte, com profissionais bem pagos, felizes e satisfeitos. É um novo modelo de negócios, muito diferente do proprietário que cobra para oferecer-lhe algo fadado, e lhe cobra para dar um suporte medíocre que raramente resolve, forçando-o à procurar assistências técnicas por conta própria.

Agora só para deixar você extasiado, recentemente a União Européia avaliou o Kernel do Linux em 1 bilhão de Euros.
Pense: Como algo que vale 1 bilhão pode ser grátis?
R: Porque é feito pela comunidade, por milhares de programadores, empresas e voluntários pelo mundo todo, para o bem comum, bem ao estilo 3 mosqueteiros.
*Fonte: http://softlibre.barrapunto.com/softlibre/10/02/24/1347222.shtml

E Linux é sim coisa pra Nerd, Geek, Dona de Casa, Crianças, Idosos, Celulares, Geladeiras, Batedeiras, Robôs, Terminais de Auto-atendimento de Bancos, GPS, Monitoramento de Rodovias, Sistema integrado de Segurança Nacional, Relógios, TV digital, e cabe até o Brasil nele: http://www.brasil.gov.br/

Linux é para todos os Clâs, idades e tribos, sua facilidade de uso e personalização é tamanha, que está presente em quase tudo que colocamos as mãos, sem sequer precisarmos saber que ele existe, imagine se soubéssemos!

Existe alguma base tecnológica de suporte que seja forte e consistente, com soluções infindáveis e gratuita?
R: Sim, essa base é a do Software Livre!
Está na internet, mantida por toda a comunidade, de forma livre e aberta.

Software Livre e Open-Source todo mundo mexe?
R: Não, ser livre significa ser distribuído livremente, sem a necessidade de licenças.
Porém seu desenvolvimento pode ser restrito à uma corporação, mas suas melhorias podem partir da comunidade baseada em sua documentação.
O desenvolvedor pode cobrar pelo suporte, se assim o usuário preferir entrar em contato com o mesmo.
(Ubuntu que é nascido no Debian, Java da Sun e o OpenJDK)

Linux é open-source ou software livre?
R: Ambos, LINUX é GPL (General Public Licence), e permite sua modificação por qualquer pessoa, organização, porém é impedido de ser aproveitado e manipulado em tecnologias proprietárias. Desta forma, nunca veremos um “Windows Linux”.

Para saber mais sobre todas as licenças e termos, acesse:

http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=15248

http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html

http://forum.zwame.pt/archive/index.php/t-287826.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre

Por onde começo

Existem hoje centenas de profissionais aptos no mercado, treinado por instituições de renome, que estão prontos para servi-lo, instalando, e deixando sua estrutura apta para o dia a dia de uma empresa, basta pesquisar.

É interessante sim, um treinamento breve para sua equipe, mas não somente sobre o Linux, mas sim sobre os benefícios da mudança para sua empresa, em termos de economia de equipamentos, licenças, suporte, além da satisfação em estar agindo de forma correta em relação às leis anti-pirataria do país.

Contate-me, posso ser seu primeiro passo.

Eduardo Carrega
educarrega@gmail.com
Atua em diversas áreas da tecnologia e da comunicação ao longo de 15 anos de trabalho Desenhista por nacência e aptidão, Comunicativo e de mente aberta de coração Utilizador de softwares WEB da primeira geração, como Flash 1 e 2, Dreamweaver 1 e 2 Co-desenvolvedor do primeiro portal Flash do interior paulista baseado em banco de dados e multimídia, antes da chegada da banda larga no Brasil Atuante em mais de 1000 projetos Web nas áreas de programação ASP, PHP, Java Script, Xhtml e CSS Desenvolvedor de projetos proprietários de e-commerce Docente da Microcamp unidade Botucatu Docente por 5 anos no Curso Técnico de Informática e Desenvolvimento Web do SENAC Botucatu SP Conhecimento profundo em bases de dados MySQL e SQL Server Conhecimento profundo em softwares de tratamento de imagens e design Programador PHP, HTML, CSS, JavaScript, Jquery dentre outras Utilizador de software livre antes da ascenção do Linux como desktop viável Adepto de Ubuntu desde a versão 5.04 Adepto de Firefox do tempo que se chamava Firebird (vich, essa é velha hein!) Muitas noites sem dormir instalando linux em pcs rebeldes Utilizador incondicional de Inkscape para edição vetorial livre svg Utilizador de Gimp desde as versões primórdias Implementação de ambientes mistos de trabalho utilizando plataformas livres e proprietárias
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